Jataiense está de volta

05.06.2017

   Na última quinta-feira, 23/3, foi realizada uma reunião com o objetivo de definir uma pré-chapa para a eleição da nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da Associação Esportiva Jataiense. Após um longo período inativa e de todo o patrimônio material ter “virado pó” para quitar parte da pesada dívida acumulada por anos, a “Raposa do Sudoeste Goiano” parece, de fato, finalmente dar sinais de ressurreição.

     E se, de fato, o retorno da “Jataiense” se consolidar, será o resultado de uma forte mobilização social por parte de alguns torcedores fanáticos, liderados pelo desportista Leandro Pedrosa, eleito presidente do Conselho Deliberativo no final de 2016. Ele continua lutando e mobilizando outras pessoas para consolidar, o mais breve possível, o retorno da Jataiense aos gramados do Estádio Arapucão e, principalmente à Divisão de Elite do Campeonato Goiano de Futebol.

     Segundo informações, as ações nos bastidores são árduas, difíceis e complexas, e ainda é preciso enfrentar o problema da escassez de pessoas interessadas em ajudar a diretoria do clube. Dentre as muitas dívidas acumuladas, o desafio imediato da nova Diretoria Executiva eleita, é o pagamento do débito junto à Federação Goiana de Futebol, um montante de mais de R$ 40 mil que já foi quitado pela nova diretoria, pois somente após este pagamento, o time estaria autorizado a participar da Terceira Divisão do Goianão 2017, a partir de agosto deste ano. Há também uma dívida junto ao INSS num total de mais de R$ 1.2 milhão que precisa ser negociada, senão toda renda do clube, nos jogos em Jataí, vão ser confiscados.

Técnica e dos atletas já visando colocar o time, que é a paixão esportiva do povo de Jataí (GO), para participar da Terceira Divisão do Goianão 2017 de Futebol.

 

PERDA DO TERRENO, DA SEDE E DA HISTÓRIA FÍSICA DA “JATAIENSE” PODE TER SIDO ATO IRREGULAR

 

     Esta era a sede da Jataiense em 2011, já em total abandono até ser demolida pouco tempo depois. Dentro, existia o Estádio Jerônimo Fraga, o CT do time que foi parar nos bolsos de advogados, diretores e ex-jogadores que subfaturaram seus salários, além dos juros e multas abusivas que receberam com a venda da área, em leilão.

 

      Para quitar pesadas dívidas trabalhistas, a Associação Esportiva Jataiense, por determinação judicial anos atrás, perdeu uma ampla área territorial onde estava edificada sua sede e campo de treinamento (CT), o então Estádio Jerônimo Ferreira Fraga, próximo à sede da Câmara de Vereadores, no centro de Jataí. Após a triste e lamentável demolição de mais uma memória histórica e sociocultural de Jataí, a sede da Raposa do Sudoeste, surgiu no lugar dois edifícios, condomínios residenciais verticais que ainda estão em construção.

     Segundo informações, escondidas do público à época das disputas judiciais e somente agora explicitadas, a área onde os dois condomínios verticais estão sendo construídos pode ter sido perdida pela Jataiense mediante um grotesco erro judicial. O jornalista e documentarista Jesus Manoel Assis, dono da revista Metas, divulgou em seu perfil no Facebook que, pesquisando documentos, mais especificamente a documentação da doação, da então área pública, de propriedade da prefeitura, para a Associação Esportiva Jataiense, procedimento realizado pelo, então prefeito Cyllenêo França, em 10 de janeiro de 1953 e levou o nº 147, segundo informou o historiador Dorival Mello, esta documentação estabelece que “em caso de falência do time, a área (o terreno) voltaria para os domínios do município”, fato este que não ocorreu, ressaltou Jesus Manoel Assis.

     Jesus Manoel lembrou que, o que de fato ocorreu foi que, a área que, por várias décadas, foi sede e centro de treinamento da Associação Esportiva Jataiense, acabou indo a leilão, por determinação judicial, para o pagamento de dívidas trabalhistas do clube. Por este fato ocorrido, presume-se que os edifícios que estão sendo construídos naquele local, estão, na verdade, em área irregular que pode ser revista pelo departamento jurídico da prefeitura. Caso isso se confirme, a área não poderia ser leiloada e, assim, permanecer em poder do clube esportivo.

     No momento, a empresa que arrematou o leilão para continuar com a área, teria que indenizar a prefeitura com a diferença que valia na época. O que se sabe é apenas que aquela área foi arrematada por 1/3 do seu valor real. Ao que parece, trata-se de uma confusão jurídica que deverá ter total atenção da nova Diretoria Executiva da Jataiense que acreditamos não vai acontecer porque gente importante da cidade estavam envolvidos nas negociações. Na época em que foi a leilão, a área valia mais de R$ 3 milhões, mas foi arrematada por menos de R$ 1 milhão.

 

 

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