Justiça bloqueia bens de ex-deputado

O Ministério Público estadual bloqueou os bens do jataiense e ex-deputado Francisco Gedda. A ação mostra que, entre 207 e 2009, houve desvios de recursos públicos no abastecimento da frota de veículos da Presidência da Metrobus para a campanha do, então candidato a deputado estadual, Francisco Gedda.

Acatando pedido da Promotora de Justiça, Marlene Nunes Freitas Bueno, o Juiz Ricardo Prata decretou a indisponibilidade de bens do ex-presidente da Metrobus Transporte Coletivo S/A, Francisco Antônio de Carvalho Gedda, no valor de R$ 140.856,11. O bloqueio visa garantir o ressarcimento do prejuízo causado à empresa, em razão de atos de improbidade cometidos pelo ex-presidente.

A Promotora de Justiça relata que uma auditoria governamental realizada na empresa constatou que houve irregularidades quanto a esses veículos, tais como desconformidade na emissão de ordens de tráfego, falta de identificação com nome e marca da empresa nos veículos e ausência de anotação da quilometragem nas notas de abastecimento de combustível, registrando ainda desvio de finalidade no uso exclusivo da Presidência.

O estudo afirma que o uso inadequado dos carros para fins particulares, sendo flagrante a quilometragem exorbitante percorrida, fatos confirmados em declarações prestadas ao Ministério Público. Segundo o relatório investigatório, Gedda realizou diversas viagens com finalidade política enquanto exercia os cargos de presidente da Metrobus e do Partido Trabalhista Nacional (PTN). Conforme informa a Promotora, o Eixo Anhanguera, sob gerenciamento da Metrobus, opera na Região Metropolitana de Goiânia, razão pela qual não há justificativa para o excessivo número de deslocamentos realizados por veículos da empresa para cidades do interior na época.

“O único objetivo do ex-presidente era realizar encontros políticos para viabilizar sua campanha, no ano de 2010, na disputa ao cargo de deputado estadual”, afirma a Promotora. Para ela, além do bloqueio de bens determinados na liminar, o acionado deverá ser condenado, no mérito, pela improbidade praticada, devendo ser aplicadas as penalidades previstas em lei, incluindo o ressarcimento ao erário. (Crisetiani Honório/Assessoria de Comunicação Social do MP-GO).


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