Antonio Palocci é condenado por corrupção e lavagem de dinheiro

O ex-ministro Antonio Palocci recebeu a primeira condenação pela Lava Jato: 12 anos pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Outras 14 pessoas também estão envolvidas neste processo, duas foram absolvidas.

Na sentença, o juiz Sérgio Moro afirmou que se trata de macrocorrupção, envolvendo conta corrente geral de propinas entre a Odebrecht e agentes do Partido do Trabalhadores. R$ 130 milhões, segundo o processo, foram repassados, a maior parte era administrada por Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma.

Moro concluiu que o codinome “italiano”, citado em planilhas, é Palocci, com base em declarações de testemunhas, réus e mensagens eletrônicas entre executivos da Odebrecht e anotações em agenda de Marcelo Odebrecht. Quando interrogado, Palocci negou o apelido.

A pena aplicada por corrupção e lavagem de dinheiro foi de 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, que deve começar a ser cumprida em regime fechado.

O ex-ministro já está na cadeia em Curitiba, desde setembro. Ele também não poderá exercer funções públicas por 24 anos, o dobro da pena. Além disso, o juiz Sérgio Moro determinou o confisco de US$ 10 milhões das contas de Palocci, que seguem bloqueadas porque ele responde ainda a outro processo.

O juiz detalhou que Palocci agiu enquanto Ministro-Chefe da Casa Civil, no governo Dilma Rousseff, e que a responsabilidade do cargo é enorme e, por isso, também a culpa quando pratica crimes.

Moro afirma que a conta corrente da propina administrada pelo ex-ministro gerava contrapartidas a Odebrecht. O Ministério Público afirmou que uma das interferências de Palocci em favor da empreiteira foi no contrato com a Petrobras de 28 sondas para exploração do Pré-Sal.

Pelo processo julgado nesta segunda, parte desta propina, 10 milhões de dólares, foi repassada no exterior, entre 2011 e 2012, aos publicitários João Santana e Mônica Moura, que eram marqueteiros do PT. De acordo com a sentença, os valores remuneraram, sem registro, serviços em campanhas eleitorais, o que Sérgio Moro lembra que é fraude. Ele diz ainda que a contaminação com recursos do crime do processo político democrático é o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobrás.


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