A prisão do presidente do COB é uma mancha na história do esporte brasileiro

A Polícia Federal prendeu hoje (05/10), o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzmann e o diretor-geral de operações da Rio-2016, Leonardo Gryner. Os dois são suspeitos de terem participado de um esquema de corrupção que teria beneficiado a cidade do Rio na escolha para sediar o evento olímpico. Segundo o Ministério Público, também há indícios de que há outros envolvidos na compra de votos para eleger o Rio a cidade sede dos Jogos de 2016. Nuzmann, que preside o COB há 22 anos, é acusado de intermediar a negociata com membros africanos em prol da sede carioca.


Segundo o professor de Marketing Esportivo da Faculdade Mackenzie Rio, Alexandre Coelho, a prisão do presidente do COB coloca em xeque a credibilidade dos resultados dos jogos olímpicos.


“O Brasil sempre foi referência para o mundo em várias modalidades esportivas, principalmente, o futebol masculino e o feminino. A prisão de um dos maiores dirigentes esportivos do país e um possível envolvimento dele em corrupção é uma mancha na história do esporte, que é um das paixões do brasileiro. Mas também sabemos que o episódio não tira a importância que as olimpíadas de 2016 tiveram. Os dois últimos eventos de magnitude mundial no esporte foram no Brasil: Copa do Mundo e Olimpíadas. Os dois dirigentes responsáveis pelos eventos estão presos, José Maria Marín, presidente da CBF e Nuzman, presidente do COB”, analisa Coelho.


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