Saúde bucal na terceira idade: o que muda?

04.04.2018

 

 

Saúde bucal na terceira idade: o que muda?

 

Segundo dentista, certos problemas bucais são mais propensos a aparecer na melhor idade

 

     Entre os anos de 2007 e 2017, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil ganhou 8,5 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Essa parcela da população deve chegar a 38 milhões em 2027. A grande questão é que o início da terceira idade é um período que vem acompanhado de diversas mudanças no organismo.  Dentre as mais comuns, estão a diminuição da massa muscular e óssea, aumento de gordura no sangue, redução da imunidade e resistência, entre outras. Portanto, é uma fase em que alguns cuidados específicos com a saúde são necessários, o que também acontece com a saúde bucal.

 

      Segundo a odontóloga Rosane Menezes Faria, certos problemas bucais são mais propensos a aparecer nos idosos, como a cárie de raiz, periodontite, gengivite, entre outras. “Além de possíveis lesões nas antigas restaurações, o avanço da idade diminui gradativamente a produção de saliva que contêm nutrientes importantes para os dentes, como cálcio e fosfato”, completa Rosane. Segundo a dentista, a falta de saliva também contribuí para o aumento do mau hálito e da xerostomia ou boca seca, que também é agravada pelo consumo de alguns medicamentos necessários nesta idade.

 

     Para auxiliar na prevenção das doenças citadas, a dentista explica que é preciso que o idoso estimule a produção de saliva. “Para tanto, nada melhor do que beber água constantemente. Além disso, para manter os dentes saudáveis, a alimentação deve ser rica em fibras, grãos, frutas, verduras e legumes. A consulta ao dentista também deve ser mais frequente na terceira idade”.

 

Higienização

     Rosane afirma que os idosos devem fazer a escovação três vezes ao dia, pelo menos, e sem muita pressão para não machucar a gengiva e desgastar os dentes, usar creme dental com flúor e passar o fio dental frequentemente, de preferência à noite. “Escovas com cerdas duras devem ser descartadas”, alerta a especialista. Caso a pessoa tenha movimentos limitados, o recomendado é fazer adaptações como engrossar o cabo da escova com resina ou utilizar os modelos elétricos. “Se estiver acamada, o cuidador, o enfermeiro ou os familiares terão de se responsabilizar pela higiene oral”.

 

Prótese

     Para os idosos que utilizam prótese, algo relativamente comum para quem está na melhor idade, existem recomendações a serem seguidas. “A higiene da prótese deve ser feita com ela fora da boca, com escova macia e pasta especial. É importante limpar todos os lugares da prótese e não usar água quente, pois pode danificá-la”. Já antes de dormir, a prótese deve ser retirada e colocada em um copo com água com uma colher de agua sanitária.

 

     Por fim, Rosane lembra que é preciso ter bastante atenção quanto ao estado geral da prótese. “Também é importantíssimo visitar o dentista com regularidade para checar a necessidade de substituição da peça”, finaliza a dentista.

 

 

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